Por Roberta Sampaio
Uma das dúvidas mais comuns nos estudos espíritas e que reiteradamente nos é perguntada é sobre a existência ou não da Santíssima Trindade. A questão não está no campo de sua existência, mas no que isso verdadeiramente significa e em qual contexto teológico está sendo abordado. Vale dizer: em qual categoria de escola religiosa reside o discurso. Os elementos religiosos precisam ser respeitados e trabalhados dentro de cada religião, sem preconceito ou julgamento. O fato de o espiritismo não trabalhar com o conceito da Santíssima Trindade não significa desrespeitá-lo. Muito pelo contrário: o espiritismo pode trazer um novo olhar sobre dogmas religiosos.
Para que possamos entender, importa contextualizar que Jesus era judeu, difundidor do judaísmo evangélico, seguido por doze apóstolos igualmente judeus, pregando exclusivamente aos judeus da região do Oriente Médio do levante histórico do século I. Isso nos ajuda a compreender por que, no Evangelho segundo Mateus, capítulo. 5, versículo. 17, Jesus disse: “Não penseis que vim destruir a lei”. Ora, sendo judeu, Jesus explicava aos demais judeus de diversos costumes, que não destruiria o que já estava posto. Ele iria, sim, falar sobre a lei mosaica — o que conhecemos como Antigo Testamento — que, inclusive, fala primariamente sobre amor. O que ele faria e, de fato fez, foi viabilizar a compreensão adequada e justa da lei de amor mosaica. Amor esse que Jesus viveu, pregou e ensinou de forma superdimensionada.
Em verdade, filosoficamente, o conceito da Santíssima Trindade bebe na fonte do hinduísmo, com o chamado Trimúrti: Brahm como energia ilimitada, eterna e onipresente que está em tudo e impulsiona tudo, sem começo nem fim. É a fonte deste universo, a Verdade Suprema; Brahma, sendo a manifestação da verdade suprema e suas diversas operações; Shiva, pela destruição do universo; e Vishnu, pela reconstrução. O que era para ser metafórico ganhou forma e embasou um fundamento religioso no Primeiro Concílio de Niceia, em 325 d.C. e no Primeiro Concílio de Constantinopla, em 381 d.C., quando a “ideia de Santíssima Trindade foi criada”.
Tanto o Primeiro Concílio de Niceia, no século III d.C., com o imperador Constantino, quanto o Primeiro Concílio de Constantinopla, no Século IV d.C., com imperador Teodósio I, foram concílios políticos e, somente depois, transformaram-se em concílios religiosos. Foi exatamente nesses concílios que se determinou e ratificou o pensamento teológico de alguns criadores da Igreja nascente, a exemplo de Justino Mártir, Tertuliano, Hipólito e Clemente de Alexandria, pensadores que trabalhavam com a ideia da Trindade no século II d.C. — os chamados apologistas. Buscou-se uma materialização para aquilo que era etéreo, pois Deus era etéreo. Tanto é assim que Pedro, na revelação do Novo Testamento, chama o Cristo de “filho do Deus vivo”, exatamente para se contrapor à ideia prevalente à época de um Deus morto, intangível e, muitas vezes, tirano. São formas filosóficas de tentar trazer a divindade para o elemento presente de cada época. Na estrutura mosaica, Deus era algo tão sagrado que seu nome era impronunciável. Era composto por um conjunto de consoantes que se assemelhavam ao som da respiração em nossos pulmões. Simbolicamente, enquanto respirávamos, pronunciávamos o nome de Deus — ainda que sem querer, e em silêncio.
A forma teológica encontrada para trazer esse Deus impronunciável à compreensão humana foi manifestá-lo na figura do Filho e atribuir forma à sua essência, que seria o Espírito Santo. O Espírito Santo, em hebraico-רוח הקודש- Ruah (espírito) HaQodesh (santo), existe na escola teológica judaica, mas não como outro Deus — e sim como atributo de Deus, pela palavra Kadosh (santo), já que santo seria a qualidade do espírito puro de Deus.
Contudo, para suplantar mais esse obstáculo, o Primeiro Concílio de Niceia e o Primeiro Concílio de Constantinopla determinaram a Santíssima Trindade como um dogma, o que significava uma verdade de fé absoluta, fundamentalista, da qual não se poderia divergir, sob pena de heresia. Com isso, buscava-se impedir todo pensamento e qualquer argumento em contrário.
Daí surge a ideia da Trindade: três deuses que são um — Pai, Filho e Espírito Santo — e um Deus que são três, com a mesma “substância poderosa” (o que já contraria o poder absoluto de Deus). O dogma dentro do cristianismo-catolicismo é o “mistério de Deus” e, sendo assim, segundo essa perspectiva, os seres humanos não sabem nem conseguem compreender. Como se costuma dizer dentro dessa tradição teológica: “se alguém tentar explicar a Santíssima Trindade, não a entendeu, porque ela não é para ser explicada. Ela é um mistério de Deus.” E assim foi criada, como uma verdade absoluta e incontestável, por imposição dos Concílios.
A imposição autoritária desses concílios lembra um trecho do sermão de Padre Antônio Vieira, quando ele fala sobre os “julgamentos da vontade”: “… quando a vontade quer, achar-se-ão culpas em Cristo e virtudes em Pilatos…”. Percebam: desde o século III, com o Concílio de Niceia, até o século XVIII, como denunciavam os sermões de Vieira, o imperativo categórico dos dogmas prevalecia na argumentação dessa escola teológica — e permanece até os dias atuais, pois foi fundante desse pensamento religioso.
Remete também à passagem do livro Esquina de Pedra, de Wallace Rodrigues, quando o personagem Flávio, sentado à beira da estrada que levaria a Niceia, é interpelado por vários peregrinos que o convidam a ir até lá, pois “coisas importantes aconteceriam”. Ele responde: “Eu sei. Verás lá a morte do cristianismo e o nascimento de uma outra doutrina, calcada pura e simplesmente na teologia dos homens. Mas um dia, o cristianismo se erguerá das cinzas…”. Diante dessas informações contextualizadas, cabe-nos perguntar: como pode a Santíssima Trindade ser um mistério de Deus se foi criada pelos homens?
Há, ainda, quem negue a existência de Deus por uma impossibilidade fática. No livro A Essência do Cristianismo, o materialista discípulo de Hegel, Feuerbach, afirma: “… está escrito que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança. Eu, porém, digo que o homem fez Deus à sua imagem e semelhança, pois o Deus que nos é apresentado tem mais defeitos humanos do que qualidades divinas…”.
Esclarecendo mais uma vez: no espiritismo, partimos de outra categoria de fala no discurso, em que não há verdade absoluta incontestável. O diálogo, o estudo e o esclarecimento são estruturas epistemológicas necessárias para o seu viés religioso. Não negamos a Santíssima Trindade; apenas não trabalhamos com esse conceito. Para nós, o conjunto composto por Deus-Espírito-Matéria formam aquilo que entendemos ser a Trindade Universal, pois que constituem o princípio de tudo o que existe.
Fazendo um escorço histórico, é importante ressaltar duas informações preciosas para nossa compreensão. A primeira é que os cristãos primitivos se tratavam entre si como santos. A segunda é que, desde o cristianismo primitivo, a mediunidade era muito presente, pois havia espíritos que falavam com as pessoas por meio de seus profetas-médiuns, como veremos a seguir.
Nas epístolas de Paulo — tanto aos Romanos (capítulo. 1, versículo. 7) quanto aos Efésios (capítulo. 1, versículo. 1) — Paulo chama os cristãos de “santos”. Vejam bem: nesse momento histórico, havia espíritos falando sobre Jesus e sobre Deus. Havia também judeus que entendiam que um dos atributos de Deus era ter um espírito santo, como já explicitado — pois, sendo símbolo de sua pureza, seu espírito seria, por essência, santo.
Logo, temos espíritos falando sobre Jesus, pregando o cristianismo, e aqueles que o seguiam (isto é, a Jesus) eram chamados de santos. Assim, “santos” eram todos os espíritos que falavam sobre Jesus e sobre Deus. Para dar essa nomenclatura, como dito acima, descontextualizou-se o termo Ruah HaQodesh (espírito santo) do Antigo Testamento — que era um atributo de Deus — e transformaram-se esses diversos espíritos em uma única divindade. Apesar de os gregos e romanos serem politeístas, acreditavam em três divindades principais. O Deus, Jesus como outro Deus, e os espíritos que traziam mensagens foram transformados em uma única outra divindade: o Espírito Santo.
Na lei mosaica, existiam pessoas muito específicas chamadas de profetas, por meio das quais “Deus” falava. Era um grupo restritíssimo. Já no cristianismo primitivo, a mediunidade se manifestava em várias pessoas. Muitos começaram a ter o dom — o carisma, o talento — que nós, espíritas, chamamos de mediunidade. E a profecia, que nada mais era do que a mensagem de mentores espirituais, era um desses dons. Para nós, da filosofia espírita, tratava-se de psicofonia, pois os espíritos “falavam” através de seus profetas, assim como “falam” através de seus médiuns — que os profetas eram, ainda que não soubessem sê-lo.
Ou seja, seriam profecias, hoje, as mensagens de Joanna de Ângelis, Bezerra de Menezes, Manoel Philomeno de Miranda, Emmanuel, André Luiz, Humberto de Campos, entre outros. São mensagens psicofonadas ou psicografadas por seus médiuns, a partir da orientação de seus mentores espirituais. E Chico Xavier, Divaldo Franco e Yvonne do Amaral Pereira seriam exemplos de profetas.
Analisando o Novo Testamento, sobretudo nos tempos de Paulo, os espíritos se manifestam com mais evidência. Vejamos o que dizem os textos:
- Em Atos dos Apóstolos, capítulo 10, versículo. 19: “E pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito…”. Logo, há um espírito falando com Pedro.
- Ainda em Atos dos Apóstolos, capítulo 11, versículo. 28: “E, levantando-se um deles — era uma das pessoas que estava com Paulo — por nome Ágabo, dava a entender pelo espírito que haveria uma grande fome.” Desta forma, havia um espírito falando por Ágabo.
- E mais: em Atos dos Apóstolos, capítulo 23, versículo. 8-9: “Originou-se um grande clamor, e, levantando-se os escribas da parte dos fariseus, contendiam dizendo: ‘Nenhum mal achamos neste homem. E se algum espírito ou anjo lhe falou, não resistamos a Deus.’” Depreende-se que algum espírito (ou seu arquétipo — o anjo) falou.
- Na primeira epístola de Paulo aos Tessalonicenses, capítulo 5, versículo. 19, ele diz: “Não extingais o Espírito, não desprezeis as profecias. Examinai tudo; retende o bem.” Logo, havia espíritos e suas mensagens.
- E com João não foi diferente. Em sua primeira epístola, capítulo 4, lemos: “Não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” Logo, não só existiam espíritos com diferentes graus de evolução, como também médiuns-profetas com diferentes níveis de comprometimento, ética, seriedade e responsabilidade. O que, ainda hoje, no que se refere aos médiuns, é um problema recorrente.
Retomando o fato de que a filosofia espírita desconsidera o conceito de Santíssima Trindade, é importante afirmar que não há, teologicamente, qualquer desrespeito às religiões. Apenas se adota outra compreensão. Para o espiritismo, Deus não se personaliza. Ele é o Ser Supremo, criador de toda forma de vida; é imanente, inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Tampouco é trabalhado dentro de uma teologia. Afinal, não reduzimos a complexidade de Deus ao nosso entendimento; tentamos, isso sim, elevar nossa racionalidade ao encontro de uma possível ideia de Deus, pois Ele transcende a condição de compreensão humana. É o Ser incriado, eterno, que não teve começo nem terá fim. O espiritismo não trabalha com elementos dogmáticos, tampouco nega o elemento dialógico. Pelo contrário, um dos fundamentos da filosofia espírita é justamente a racionalidade.
O estudo, para o espiritismo, é vetor de esclarecimento — e o esclarecimento é instrumento necessário para a caminhada evolutiva do espírito. E nesse percurso se fazem presentes tanto as experiências individuais quanto as coletivas. A construção interpretativa do Evangelho assemelha-se ao conceito linguístico do dialogismo bakhtiniano, que define as relações entre enunciados, textos e interações sociais. A vida vivida, sentida, compreendida, meditada e dialogada é construída e ressignificada diariamente pelo Evangelho tão bem estruturado no conceito do Evangelho Redivivo.
Por isso, Kardec, com muito cuidado, em ‘O Livro dos Espíritos’, pergunta aos espíritos se seria possível apresentar algumas características para qualificar Deus, de modo que sua manifestação se tornasse um pouco mais inteligível. E os espíritos respondem, em outras palavras, que todas as definições que pudéssemos oferecer sob nossa perspectiva humana seriam insuficientes, pois Deus seria sempre mais. E que eles, os próprios espíritos — por mais evoluídos que estivessem, comparativamente a nós — também não sabiam de todas as coisas. Havia mistérios, sim. Contudo, mistérios distintos daqueles impostos pelos dogmas inquestionáveis ou ininteligíveis, pois esses mistérios seriam desvelados à medida que, como espíritos, galgássemos degraus na escala evolutiva.
Nesse sentido, é natural que, humanamente, busquemos sempre um referencial para compreender conceitos intangíveis, sobretudo o conceito de Deus. Todavia, o espiritismo prefere uma não explicação a uma explicação que possa não condizer com a verdade. Como disse Erasto, em O Livro dos Médiuns: “Melhor rejeitar dez verdades do que aceitar uma mentira.” Ou seja, enquanto não pudermos ter certeza, que permaneça no campo do estudável, da possibilidade.
Não nos valemos de figuras humanas revestidas de divindade, nem de divindades revestidas de humanidade. Deus é, por essência, o que é. Filhos dele somos todos. Cristo é o expoente, o modelo e guia da humanidade, o nosso governador planetário, o espírito mais evoluído que encarnou neste orbe. E, para galgarmos o patamar de filhos de Deus, lembremos o que Jesus nos ensina no Sermão da Montanha, mais precisamente na sétima bem-aventurança, quando diz: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”
Exatamente isso: seremos filhos do Deus vivo, tal como o Cristo o é, quando nos tornarmos pacificadores — sem esquecer que, para isso, seis outras virtudes deverão ser desenvolvidas previamente: humildade, resignação, doçura, justiça, misericórdia e pureza de coração. Somente então poderemos ser pacificadores. Cristo foi um pacificador — e, por isso, filho de Deus — não por conceitos teológicos, mas pela virtude que nele era característica: ser paz em movimento na construção do amor.
Como nos ensina Divaldo Franco: “as vozes dos céus, como estrelas luminíferas, caem sobre a Terra” — é a abertura de O Evangelho segundo o Espiritismo. O Espírito Santo, para nós, são as entidades benfeitoras, o Paracleto (aqueles que consolam ou confortam; aqueles que encorajam e reanimam; aqueles que revivem; aqueles que intercedem em nosso favor como defensores numa corte).
O Espírito de Verdade, anunciado por Jesus em João capítulo 14, versículos 16, 17, 18 e 26, prometeu que espíritos nobres viriam à Terra para repetir as lições que haviam sido “esquecidas” e também para trazer novos ensinamentos. Exatamente porque, naquela época, a sociedade não podia suportar, por falta de conhecimentos científicos, determinadas revelações. Imaginemos como seria possível falar da pluralidade de mundos habitados em uma época em que se acreditava que a Terra era plana e tinha como centro Jerusalém? Era necessário, portanto, que a ciência evoluísse e alcançasse certos parâmetros de conhecimento para que a verdade pudesse ser revelada, evidenciada também por bases científicas.
Por isso, o Espírito Santo, para nós, espíritas, não é Deus, mas é composto pelas cortes espirituais que vêm em nome de Jesus. Ou como nos ensinou o apóstolo Paulo, quando disse ser Santo, todo espírito que em nome de Deus e sob o comando de Jesus, pela misericórdia divina, nos intui o caminho do bem. Para nós, Jesus também não é Deus, mas o grande intermediário entre Deus e os homens. Ele é o instrumento desmistificador de todos os dogmas teológicos que puderam ser esclarecidos por meio da doutrina espírita.
Houve, como nos ensina Pastorino no livro Sabedoria do Evangelho, uma tradução equivocada do aramaico para o grego na fala de Jesus no Evangelho de João, capítulo 14, versículo 6. Na verdade, Jesus teria dito ser “o caminho da verdade e da vida”, e não “o caminho, a verdade e a vida”, como foi traduzido. Pois, acaso ele fosse o caminho, a verdade e a vida, seria o próprio Deus — o que negaria a sequência da sua fala: “E ninguém pode vir ao Pai senão por mim.” Jesus não é Deus, mas um espírito criado por Deus, como todas as outras formas de vida. E que, como qualquer outro espírito, foi criado simples e ignorante, mas que pelo amor evoluiu e alcançou a perfeição relativa de um Cristo.
Por óbvio, como dito, Jesus é o Filho exponencial de Deus, o modelo e guia de toda a humanidade, que, por meio de seus ensinamentos e exemplos, nos mostra o caminho que nos permitirá, um dia, alcançar essa condição de plenitude de todas as potências de humanidade. O espiritismo reconhece a causa única de Jesus e reconhece a santificação em todos os espíritos que por amor caminhem no bem.
Portanto, não há problema algum em escolas teológicas pensarem de maneira diferente. Unamo-nos no que nos assemelha, e não no que nos divide. Cristo sempre assim procedeu: respeitou todos os elementos do pensamento, todas as categorias de discurso, mas nem por isso deixou de expor o necessário. Da mesma forma, a filosofia espírita respeita todas as escolas religiosas, mas também apresenta seu próprio pensamento. Deus é tudo e em tudo está. Deus é amor — e é pelo amor, somente pelo amor, que afastaremos o medo, superaremos a ignorância e alcançaremos a justiça por meio da misericórdia.
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FONTES
- Origem do Nome YHWH
O tetragrama YHWH (יהוה) aparece mais de 6.800 vezes no Antigo Testamento hebraico.A pronúncia exata foi perdida devido à proibição judaica de vocalizá-lo (Êxodo 20:7). Em leituras públicas, substituía-se por “Adonai” (Senhor) ou “HaShem” (O Nome).
- A Teoria da Respiração. A ideia de que YHWH soa como a respiração vem de:
Fontes Rabínicas: Alguns mestres judeus (como o rabino Lawrence Kushner) associaram as letras Yod-He-Vav-He a sons aspirados, semelhantes a inspirações e expirações.
Linguística Hebraica: As letras He (ה) e Vav (ו) são consoantes “suaves”, quase como sopros.
Gênesis 2:7: “O Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida”. Isso liga o sopro divino à vida humana.




